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| AgĂȘncia Enquadrar/Folhapress |
Os funcionĂĄrios dos Correios na Bahia entraram em greve por tempo indeterminado a partir das 22h desta quinta-feira, 10 de setembro. Com a adesĂŁo ao movimento nacional, as agĂȘncias do estado amanheceram fechadas nesta sexta-feira (11).
A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite de quinta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba). Segundo o sindicato, a paralisação na Bahia segue a mesma linha de outros 20 estados que aderiram à greve.
Serviços afetados
De acordo com os Correios, por conta da greve, pode haver atraso em serviços como:
- Entrega de cartas e correspondĂȘncias
- Entrega de encomendas (PAC e Sedex)
- Postagem e coleta com hora marcada
- Atendimento presencial nas agĂȘncias
A estatal informou que a rede de atendimento permanece aberta onde nĂŁo hĂĄ adesĂŁo, mas reconheceu que telegramas e Sedex podem sofrer atrasos na Bahia e em outros estados.
O que pedem os trabalhadores
A paralisação foi aprovada por 36 sindicatos e duas federaçÔes após o fim das negociaçÔes com a direção da empresa e com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) sem acordo.
As principais reivindicaçÔes são:
1. Recomposição salarial: A categoria pede aumento real de 15% alĂ©m da inflação de 7,13%. Os Correios ofereceram 8% nos salĂĄrios (6,27% de inflação + 1,7% de ganho real) e 6,27% nos benefĂcios.
2. Manutenção de direitos: Manutenção de clåusulas do Acordo Coletivo, como o adicional de 70% sobre as férias e vale-extra.
3. Plano de saĂșde: Contra mudanças no Postal SaĂșde.
4. CondiçÔes de trabalho: Contratação de 10 mil funcionårios, implementação de Plano de Cargos e jornada de 6 horas para atendentes.
Os trabalhadores tambĂ©m questionam o plano de reestruturação da empresa, que prevĂȘ fechamento de agĂȘncias, venda de imĂłveis e um novo Programa de DemissĂŁo VoluntĂĄria (PDV), aberto atĂ© 30 de setembro.
O que dizem os Correios
A direção da empresa afirmou que 93,35% dos empregados em todo o Brasil seguem trabalhando e que adotou medidas para minimizar impactos, como horas extras, deslocamento de funcionårios entre unidades e contratação de terceirizados.
O caso deve ir para julgamento de dissĂdio no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na prĂłxima semana. AtĂ© lĂĄ, a orientação do sindicato Ă© que a greve continua.








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