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O Vaticano declarou nesta quinta-feira (02), que padres e católicos integrantes de um grupo católico dissidente, que ordenou bispos sem a aprovação do papa, foram excomungados.
Em um decreto, o Dicastério para a Doutrina da Fé, principal órgão de supervisão doutrinária da Igreja, alertou os católicos de todo o mundo que a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, sediada na Suíça, celebra seus sacramentos de forma ilícita. Os seus seguidores são conhecidos como lefebvrianos, por obedecerem as doutrinas do arcebispo francês Marcel Lefebvre (1905 - 1991).
Com a excomunhão, os religiosos ficam impedidos de receber os sacramentos até que se arrependam e peçam perdão.
O decreto informou que os dois bispos, Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay, que conduziram a ordenação não autorizada, realizada na Suíça na quarta-feira, foram excomungados, juntamente com os quatro padres que se tornaram novos bispos: Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier.
O Vaticano declarou que todos os padres da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X e todos os católicos que "aderem formalmente" ao grupo encontram-se agora em cisma e excomungados.
"Cisma" é o termo utilizado para indicar uma ruptura grave e formal no seio da comunidade católica.
O decreto diz que o grupo ultratradicionalista não poderá celebrar casamentos nem ouvir confissões de forma válida.
Segundo a agência de notícias Reuters, a Igreja Católica tem a norma estrita de que apenas o papa pode autorizar a consagração de novos bispos, a fim de preservar os vínculos da instituição com os 12 apóstolos de Jesus, considerados os primeiros sacerdotes e bispos.
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